ENTREVISTA: Jeffrey McAlister

O embaixador da Nova Zelândia no Brasil conta porque o estudante deve escolher o país como destino para intercâmbio

 

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Em 2012, mais de 2.500 estudantes brasileiros embarcaram para a Nova Zelândia para estudar, segundo dados do Consulado do país. Além de seu clima diversificado e da hospitalidade da população, o baixo valor do câmbio no país em relação ao real e a facilidade de tirar o visto em relação a outros destinos tem tornado o país um destino mais atrativo para realizar um intercâmbio. O Embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Jeffrey McAlister, conversou com nossa reportagem e falou sobre a educação no país e sobre o que o intercambista pode esperar.

 

BIL: Porque que você indicaria a Nova Zelândia como um destino para estudo?

JEFFREY MCALISTER: Primeiramente, eu diria, como Embaixador, que olhando os dois países, eles têm muitas semelhanças. Então, o brasileiro geralmente vai gostar do nosso país. Ambos são modernos países do sul, tem nações jovens, pacíficas, e também são sociedades multiculturais. Também gostamos muito de esportes, especialmente futebol e rugby, e ambos os países tem um grande interesse por educação de qualidade.

Você fala de educação de qualidade. Como o neozelandês enxerga a questão do investimento em educação? O que um estudante estrangeiro deve esperar da educação da Nova Zelândia?

Ele vai encontrar lá uma grande rede de escolas públicas espalhada pelas três ilhas. Desde o começo do país, a rede pública sempre teve uma ótima qualidade, e isso pode ser visto nos rankings internacionais: investe-se muito na área de educação, começando pelas crianças mais jovens. Nós temos uma política de educação grátis a partir de quatro anos. Mas de forma geral, posso dizer que estamos tornando os intercâmbios cada vez mais acessíveis para os brasileiros.

Qual a duração que você indicaria para um intercâmbio na Nova Zelândia?

Posso dizer que esses cursos para estudar inglês em seis meses são bons não só para aperfeiçoar o inglês, mas também abrir a mente sobre outra cultura, e também para a relação bilateral entre os dois países. Mas se você estudar um ano ou dois, você vai criar uma afinidade vitalícia com o nosso país e realmente aprofundar as nossas relações. Nosso objetivo é trazer mais brasileiros para nosso país e para nossas universidades.

Você acredita então que esses cursos conseguem estreitar os laços entre os povos?

Exatamente. Se passarem um tempo mais longo, até um ano ou dois por lá, realmente vai ser uma experiência muito mais profunda, porque você está estudando ao lado de mais neozelandeses, comparando, por exemplo, com outros locais que às vezes têm, na maioria, estrangeiros.

É permitido que o estudante intercambista trabalhe e estude ao mesmo tempo, legalmente?

Depende do curso e da duração. Nossa nova política para estudantes de inglês é que estejam estudando por, ao menos, 14 semanas, ou seja, três meses. Então eles vão ter o direito de trabalhar vinte horas por semana, se estiverem alocados em uma instituição de boa classificação – geralmente são os melhores grupos de escola de inglês. Ou seja: se o brasileiro estiver estudando dentro de uma escola classificada entre as melhores instituições de inglês, ele pode trabalhar.

Como você classificaria o povo neozelandês? O que um estudante que vai fazer um intercâmbio e vai ficar numa casa de família deve esperar?

O povo não é tão diferente dos brasileiros: é bastante informal, tranquilo, amistoso e somos um povo de mentes abertas e corações abertos. O país também é um país de espaços abertos: muito verde, muitos mares, muitas montanhas e muitos lagos. E lá, nunca estamos a mais de 100 km de distância de uma praia.

Então o brasileiro não deve sofrer um grande choque cultural…

Talvez só em relação ao clima, se ele for para estudar no sul, nas montanhas. Mas é uma experiência bem diferente, e interessante, porque não é uma geografia como o Brasil tem.

 

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