E se meu filho sentir saudade no intercâmbio?

Tempo de Leitura: 4 minutos

Essa é, sem dúvida, uma das maiores preocupações dos pais antes do embarque, se o filho vai sentir saudade no intercâmbio.

“E se ele sentir saudade?”
“E se quiser voltar?”
“E se não conseguir se adaptar?”

A verdade é que a saudade faz parte de qualquer grande mudança. Logo, no intercâmbio não seria diferente.

O estudante está vivendo algo completamente novo:
um novo país, um novo idioma, novos costumes, novas pessoas, uma rotina diferente e, muitas vezes, a primeira experiência longe da família.

Seu filho sentir saudade não significa que o intercâmbio deu errado.
Na maioria das vezes, significa justamente o contrário:
que aquela experiência está sendo real, intensa e transformadora.

E existe uma coisa muito importante que pais e alunos precisam entender:
a saudade passa.
O amadurecimento fica.


A saudade no intercâmbio é normal e comum

Muitos pais imaginam que apenas alunos tímidos ou inseguros sentem saudade.

Mas isso não é verdade.

Até os estudantes mais independentes podem sentir falta:

  • da família;
  • dos amigos;
  • da comida brasileira;
  • da rotina;
  • do próprio quarto;
  • do conforto emocional de casa.

E normalmente isso aparece principalmente nos primeiros dias ou primeiras semanas.

Existe até um padrão muito comum no intercâmbio:
nos primeiros dias tudo parece empolgante.
Depois, quando a adrenalina baixa, o estudante começa a perceber que realmente está longe de casa.

É aí que a saudade costuma bater mais forte.

Mas também é justamente nesse momento que começa uma das partes mais importantes da experiência: o desenvolvimento emocional.


O aluno não fica sozinho emocionalmente

Essa é uma das maiores diferenças entre viajar sozinho e fazer um intercâmbio estruturado.

No intercâmbio, existe suporte.

Nos programas teen, por exemplo, os alunos contam com:

  • guias;
  • monitores;
  • líderes de grupo;
  • escolas preparadas para receber adolescentes internacionais.

No High School, além da escola, existe o apoio dos host parents, coordenadores locais e da própria equipe da BIL.

Já em cursos individuais, mesmo com mais independência, o estudante continua tendo suporte da escola e acompanhamento sempre que necessário.

Ao longo de mais de 40 anos, a BIL Intercâmbios acompanhou milhares de estudantes em experiências internacionais e existe algo que se repete muito:
o aluno chega inseguro… e volta muito mais forte emocionalmente.

Porque ele descobre que consegue.


O maior erro dos pais é tentar “resgatar” o estudante rápido demais

Esse é um ponto extremamente importante.

Quando o filho manda mensagem dizendo:

  • “quero voltar”;
  • “não estou conseguindo”;
  • “estou com saudade”;

o impulso natural dos pais é querer resolver aquilo imediatamente.

Mas muitas vezes, a emoção daquele momento passa rápido.

O estudante teve um dia difícil.
Não conseguiu se comunicar direito.
Sentiu falta da rotina.
Se comparou com outras pessoas.

Isso é normal em qualquer processo de adaptação.

E o mais importante:
na maioria das vezes, poucos dias depois, aquele mesmo aluno já está:

  • fazendo amigos;
  • saindo;
  • se sentindo mais confortável;
  • falando mais inglês;
  • aproveitando a experiência.

Por isso, o apoio emocional da família faz MUITA diferença. Em vez de reforçar medo ou insegurança, o ideal é reforçar confiança.

Porque o aluno precisa sentir que os pais acreditam nele.


A saudade diminui quando o estudante começa a criar conexão

Existe um momento muito importante no intercâmbio:
quando o país deixa de parecer “estranho” e começa a virar rotina.

E isso acontece através das conexões.

Quando o estudante:

  • cria amizades;
  • começa a entender melhor o idioma;
  • pega confiança para sair;
  • cria uma rotina;
  • se sente pertencente ao ambiente;

a saudade deixa de ser o centro da experiência.

Ela continua existindo, claro.
Mas perde força.

E algo muito interessante começa a acontecer:
o estudante passa a se sentir dividido entre dois mundos.

Ele sente saudade do Brasil…
mas também começa a criar carinho pela nova vida que está vivendo.

É aí que o intercâmbio começa a transformar de verdade.


A adaptação emocional também faz parte do aprendizado

Muita gente pensa que intercâmbio é só aprender inglês.

Mas a verdade é que existe um crescimento muito maior acontecendo ali.

O estudante aprende:

  • independência;
  • autonomia;
  • inteligência emocional;
  • adaptação;
  • comunicação;
  • responsabilidade;
  • maturidade.

E isso impacta diretamente a vida pessoal, acadêmica e profissional no futuro.

Porque depois que um adolescente aprende a atravessar o mundo, se adaptar em outro idioma e construir relações fora da própria zona de conforto, ele volta diferente.

Mais seguro, maduro e preparado para o mundo.

E muitas vezes, a saudade faz parte exatamente desse processo de crescimento.


O contato excessivo com o Brasil pode dificultar a adaptação

Esse é outro ponto que muitas famílias não imaginam.

Hoje, com celular e internet o tempo inteiro, alguns alunos acabam vivendo “metade no Brasil e metade no intercâmbio”.

Falam com os pais o dia inteiro.
Acompanham tudo que acontece em casa.
Continuam emocionalmente presos à rotina brasileira.

E isso pode atrasar bastante a adaptação.

Porque o estudante precisa se permitir viver o país novo.

Claro que o contato com a família é importante.
Mas equilíbrio faz diferença.

Quando o aluno começa realmente a mergulhar na experiência:

  • o idioma evolui mais rápido;
  • a adaptação melhora;
  • as amizades acontecem com mais facilidade;
  • a confiança cresce muito.

No fim, a saudade vira parte das melhores memórias

Existe uma frase muito comum entre intercambistas:
“os dias mais difíceis foram os que mais me fizeram crescer.”

E isso acontece porque o intercâmbio mexe profundamente com o emocional.

O estudante aprende a lidar com:

  • insegurança;
  • desafios;
  • diferenças culturais;
  • distância;
  • responsabilidade.

Mas também descobre coisas incríveis sobre si mesmo.

Descobre que consegue se virar, construir amizades no outro lado do mundo e enfrentar situações novas.

E quando volta para casa, quase sempre volta diferente.

Na BIL Intercâmbios, cada experiência internacional é acompanhada de perto justamente porque entendemos que o intercâmbio vai muito além da viagem.

É uma transformação emocional, cultural e pessoal.

E mesmo quando a saudade aparece, ela normalmente se torna apenas uma pequena parte de uma das experiências mais marcantes da vida do estudante.

Quer saber mais informações? https://bit.ly/blogfalecomabil

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